Liberdade de Imprensa X Abusos de Imprensa

Março 25, 2008

Hodiernamente, vivemos em um Estado que se diz democrático, e para tanto se faz mister a existência de uma imprensa livre. Portanto, a legislação deve assegurar a liberdade de manifestação de pensamento, bem como garantir também a liberdade da imprensa, tendo em vista ser um dos meios mais eficazes de propagar aquela manifestação.

Todavia, o que se tem constatado é um abuso da imprensa em relação a liberdade que usufruem, e por isso, como qualquer direito, deve ser ela regulada e limitada para que não degenere em desmando ou licensiociosidade. Assim, pode-se controlar melhor os efeitos negativos de propaganda de guerra e de subversão da ordem política ou social, publicação ou divulgação de segredo de Estado; de notícia ou informação relativa à defesa interna ou externa do país; e interesse de segurança nacional; que provoque pertubarção da ordem pública ou alarma social.

Deste modo, a imprensa deve exercer sim o seu direito à prestação de informação e conteúdo de forma livre, contudo deve agir com responsabilidade, evitando mensagens distorcidas ou falsas que venham a prejudicar o público e a imagem da própria instituição que está vinculando a notícia.

 

Por: Heloísa Bagatin Cardoso


Sucesso na Comunicação: uma questão de relacionamento humano e feedback

Março 25, 2008

Os fatos têm confirmado que a comunicação empresarial bem-sucedida é resultado da valorização do relacionamento humano e do contato pessoa a pessoa nos ambientes corporativos. É cada vez maior o número de empresas que investem em programas de desenvolvimento comportamental focados nas habilidades interpessoais de comunicação e relacionamento. 

Antes de investimentos em recursos tecnológicos e infra-estrutura instrumental, o sucesso da comunicação empresarial depende, da construção coletiva de uma cultura do diálogo, que favoreça a troca de informações e o compartilhamento de conhecimentos, opiniões e idéias. 

Uma das reclamações mais constantes relacionada à comunicação empresarial diz respeito à falta de feedback entre a direção e o corpo funcional da empresa, o que acaba se refletindo e se perpetuando em todo o ambiente organizacional.

A falta de competência comportamental e o condicionamento a hábitos mecânicos de atitudes refratárias ao diálogo, levam pessoas, equipes de trabalho, divisões, departamentos e empresas inteiras à total falta de compromisso e engajamento pelo sucesso na comunicação. O resultado é a insatisfação de clientes internos e externos, que se sentem ignorados, excluídos e desconsiderados.

A comunicação necessita de resposta para se concretizar efetivamente, pois a mensagem sem retorno se constitui em uma comunicação falha e incompleta. Infelizmente, de um modo geral, há uma tendência das empresas utilizarem canais formais e burocráticos de comunicação. Há uma grande preocupação com a eficácia dos mecanismos de transmissão da mensagem e não propriamente com a compreensão do seu conteúdo. Dessa forma, fica difícil incentivar pessoas e equipes para a superação de desafios e metas.

            Há uma tendência da comunicação corporativa ser centrada na difusão de informações escritas. São as circulares, relatórios, boletins, memorandos, avisos, ordens de serviço e manuais de procedimentos que circulam como zumbis por todo o ambiente empresarial.

Ao pesquisarmos o conhecimento real dos destinatários, sobre as informações veiculadas por esses meios, verificamos que o nível de ignorância é bem maior do que o imaginado. Chega-se ao ponto de alguns funcionários desconhecerem até mesmo as nomenclaturas e objetivos dos principais projetos e processos da sua área de atuação na empresa. 

A falta do hábito de leitura e de atitudes de comunicação estão diretamente relacionadas à cultura da empresa, que geralmente não incentiva a troca de idéias e o compartilhamento de informações entre seus funcionários, embora, para o público externo, passe a idéia de uma organização moderna e aberta à comunicação, pois possui muitos produtos de divulgação institucional e endomarketing ( jornais, revistas, boletins, sites, intranet, blogs, folhetos, vídeos e anúncios em revistas e televisão ).

São tantos os instrumentos de informação, que em alguns casos nem se sabe identificar qual o objetivo específico da sua existência ou, tampouco, avaliar a relação de custo / benefício.

A falta de retorno, e do contato pessoa a pessoa, acabam gerando erros e falhas de comunicação que comprometem seriamente a produtividade e os resultados da empresa. A inexistência de um fluxo ascendente de comunicação – de baixo para cima, ou seja, da base da empresa para o corpo diretivo – acaba gerando problemas de incomunicabilidade. A comunicação é unilateral, ocorre por via descendente – do topo diretivo para as bases operacionais. A riqueza do retorno não existe.

Nenhuma tecnologia, por mais sofisticada que seja, envolvendo todo o rigor científico, supre as deficiências no relacionamento humano, geradas muitas vezes por culturas que não privilegiam a abertura para o diálogo e a conversação. Não adianta e-mails, intranet e telefones celulares. Sem feedback e contato humano a comunicação é precária e incompleta.

Sem feedback não há realimentação na comunicação, o que acaba por inviabilizar a eficácia do ato, ou seja, o receptor compreendendo o que o emissor quis transmitir. Sem contato humano não há interação com o interlocutor, o que favorece a compreensão das diversas intenções que uma mensagem pode conter, muito além das palavras que compõem o discurso.

O feedback é um processo que promove mudanças de atitudes, comportamentos e pensamentos. É a realimentação da comunicação a uma pessoa ou grupo, no sentido de fornecer-lhe informações sobre como sua atuação está afetando outras pessoas ou situações. O feedback eficaz é aquele que ajuda pessoas e grupos a melhorarem seus desempenhos.

Se as diferenças são aceitas e tratadas em aberto, a comunicação flui fácil, em dupla direção, as pessoas ouvem as outras, falam o que pensam e sentem e têm possibilidades de dar e receber feedback.

O sucesso máximo numa situação de feedback ocorre no momento em que ao dar feedback para você, eu me torno consciente de que ele também é útil para mim. Como falou a grande poetisa goiana Cora Coralina, “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

 

Gustavo Gomes de Matos é  professor, consultor de comunicação empresarial e autor dos livros Comunicação Sem Complicação e A Cultura do Diálogo (Editora Campus / Elsevier).

 

 

By: Keila Kuniyoshi


A Comunicação do MSN

Março 25, 2008

Muito se tem falado hoje em dia sobre a linguagem utilizada por jovens nos meios de comunicação via Internet, tendo como exemplo mais clássico o MSN (Messenger) e o site de relacionamentos pessoais orkut. Em cada nova conversa, uma nova gíria, uma nova abreviação. No ritmo que a coisa anda, não levará muito tempo até que se incorpore na Língua Portuguesa muitos desses usos correntes, como o “vc”, o “td”, e outras tantas.

Chegamos em um ponto em que é alarmante a situação, e se nada for feito, o que será da nossa Língua mãe?!

Por: Ingrid